Marcio Villanova é CEO da Ecobraz, operação brasileira de logística reversa e gestão de resíduos eletroeletrônicos que lidera desde 2011, e fundador da Villanova ESG, consultoria de evidências de fornecedores UE–Brasil. Seu trabalho ataca um problema específico: transformar prova operacional brasileira, rastreabilidade de logística reversa e documentação de fornecedor em evidência que o comprador europeu consegue ler, testar, arquivar e defender.

Esta página documenta suas funções, seu histórico público e o limite do que esse trabalho afirma. É uma posição comercial de evidência, não um perfil de sustentabilidade.


Duas funções, duas organizações distintas

CEO, Ecobraz — desde 2011

A Ecobraz é a camada operacional: logística reversa, gestão de resíduos eletroeletrônicos, coleta, custódia, tratamento, destinação e a rastreabilidade e documentação ambiental que essas atividades geram no Brasil.

Fundador, Villanova ESG

A Villanova ESG é a camada consultiva: analisa se a documentação do fornecedor se sustenta como evidência legível pelo comprador quando as equipes europeias de compras, compliance, jurídico e finanças pedem prova. Veja o que a Villanova ESG analisa.

Ecobraz e Villanova ESG são organizações separadas, conectadas por uma pessoa. Nenhuma certifica, audita ou verifica a outra. Qualquer análise que envolva evidência da Ecobraz é trabalho entre partes relacionadas e é divulgada como tal — nunca é apresentada como independente.

Mentor de aceleração europeia — eletrônicos circulares

Marcio Villanova é mentor do European Circular Electronics Kickstart Acceleration Program (ECEK), apoiando a turma do ECEK como mentor no projeto EVEN CLOSER, cofinanciado pelo instrumento I3 da União Europeia. No material oficial, em inglês: “Mentor at the European Circular Electronics Kickstart Acceleration Program (ECEK)”. A credencial é pessoal, exercida em capacidade individual — não torna a Villanova ESG nem a Ecobraz integrantes do consórcio EVEN CLOSER.

O comprador avalia o arquivo, não a operação

O comprador europeu não avalia a operação brasileira diretamente. Ele avalia o arquivo. Sua empresa pode ter execução real, registros ambientais legítimos e disciplina operacional — e, ainda assim, o comprador não consegue usar a evidência. Quando a documentação é fragmentada, confusa ou impossível de testar, o comprador enxerga risco. Esse risco vira atraso de homologação, pressão contratual e perda de confiança comercial.

Prova sem legibilidade

Os registros muitas vezes existem dentro da operação, mas ficam dispersos entre documentos de coleta, arquivos ambientais, registros de transporte, controles internos e declarações de fornecedores. A pergunta de trabalho é se esses registros podem virar evidência que o comprador europeu consegue ler.

Autoridade sem alegações infundadas

Esta página posiciona Marcio Villanova por funções documentadas e disciplina de evidência. Não implica aprovação regulatória, nomeação oficial, certificação ou aceitação pelo comprador. Autoridade só é útil quando seu limite é claro.

Evidência como proteção de receita

Evidência fraca deixa de ser problema de retaguarda e vira problema comercial. Hesitação de compras, cláusulas contratuais, direitos de auditoria do comprador e perguntas de credores convertem lacunas de documentação em exposição no resultado.


Da prova operacional à evidência utilizável pela diretoria

A Ecobraz prova a operação. A Villanova ESG traduz a evidência. A ponte passa por quatro camadas:

  1. Execução operacional O que aconteceu na operação: coleta, custódia, tratamento, destinação, registros, lógica de rastreabilidade e documentação ambiental.
  2. Tradução de evidência Se os registros operacionais podem virar prova legível pelo comprador, que as equipes de compras, compliance, jurídico e finanças conseguem analisar.
  3. Defensabilidade comercial Se o arquivo reduz ambiguidade quando o comprador pede prova, contesta uma alegação ou introduz cláusulas de evidência na relação comercial.
  4. Risco legível pela diretoria Se a evidência sustenta decisões executivas, governança contratual, escalonamento de risco e discussões com finanças sem linguagem ESG improvisada.

A pressão da UE chega por contratos, não por leis

CSDDD, CBAM, EUDR, CSRD e o escrutínio de Escopo 3 raramente chegam ao fornecedor brasileiro como obrigações legais diretas. Chegam por questionários, telas de homologação, cláusulas contratuais, revisões de compras e pedidos de evidência do comprador. É aí que documentação fraca vira exposição comercial — veja quando o comprador europeu pede evidências.

Questionários do comprador

Compradores europeus pedem rastreabilidade, origem, registros ambientais, dados de emissões, controles de risco ou evidência de tratamento a jusante. Uma resposta vaga pode disparar escalonamento.

Cláusulas contratuais

Lacunas de evidência migram para garantias, direitos de auditoria, linguagem de rescisão, obrigações de reporte e exposição de indenização. A documentação da sua empresa vira risco contratual.

Escrutínio financeiro

Bancos, credores e conselhos precisam de evidência que possa ser arquivada, contestada e explicada. Documentação fraca reduz confiança mesmo quando a operação é real.


Histórico público

  • ORCID: 0009-0001-8072-6287.
  • Publicações: relatórios técnicos com identificadores persistentes (DOIs) sobre evidências de fornecedores UE–Brasil. Um DOI torna um documento citável e arquivável; não é revisão por pares nem endosso. Lista completa na página de publicações.
  • ECESP: listado na Plataforma Europeia de Partes Interessadas em Economia Circular (ECESP), iniciativa conjunta da Comissão Europeia e do EESC. Listagem é visibilidade, não endosso.

Fontes: ORCID 0009-0001-8072-6287, European Circular Economy Stakeholder Platform, Publicações Villanova ESG.


Quando usar esta página

O comprador já está pedindo

  • A homologação de fornecedor exige documentos ambientais, de rastreabilidade ou de cadeia de custódia.
  • Compras pede prova além de uma declaração de sustentabilidade.
  • Jurídico ou compliance quer evidência mais clara antes da assinatura do contrato.
  • Um conselho, credor ou comprador precisa de documentação que resista a uma revisão.

O que uma análise estruturada faz então

  • Analisa os documentos disponíveis hoje.
  • Mapeia o pedido do comprador contra o arquivo de evidências.
  • Identifica alegações frágeis, registros faltantes e lacunas de legibilidade.
  • Organiza os próximos passos para uma resposta ao comprador mais defensável.

A porta de entrada é a Revisão do Arquivo de Evidências do Fornecedor; perguntas diretas passam pela página de contato.


Limites

O trabalho por trás desta página é uma análise consultiva de evidências de fornecedor: clareza, organização e defensabilidade do arquivo. Não substitui determinações jurídicas, aduaneiras, de auditoria, asseguração, regulatórias ou do comprador. Referências públicas a Marcio Villanova, Ecobraz, Villanova ESG, publicações técnicas ou listagens em plataformas devem ser lidas apenas dentro do escopo documentado.

Não é: auditoria, certificação nem parecer jurídico. Não é garantia de aceitação pelo comprador ou de aprovação em compras. Não é marketing ESG genérico nem linguagem de alegações verdes.


Quando o comprador pedir evidência, não responda com narrativa

Uma análise estruturada mostra o que o arquivo de evidências consegue ou não defender antes que compras, jurídico ou finanças converta fragilidade documental em atrito comercial.

Enviar o pedido do comprador

O envio inicia uma avaliação de escopo. Não cria contrato, parecer jurídico, certificação nem garantia de aceitação pelo comprador.